Juízes de nós

Somos todos tão certos
Certos ao ponto de julgar
Faces desconhecidas
Tomando-as por chulas.

Estranho você,
Julgar minhas atitudes
Vulgaridade e descrença.
Tolice! Somos iguais
Repartimos o mesmo pão
Bebemos do mesmo cálice

Minhas unhas negras lhe dizem
Perigos infindos, pecados
Meu sorriso antipático
Timidez, sou eu assim.