Vento do leste

Brisa calma e esplendida
Cândidos amores de nebulosas palavras
Insultos palpitantes de emoções nulas

Canções de amor para quem desconhece
Amantes à moda antiga se beijam
à beira do mar de ódio de si

Areias de paixões subterrâneas carnais
Pedras osculadas pela alma morta
daquele ser imortal que dizia ser mestre

Ditos populares desconhecidos
Aos ouvidos dos pobres criticados por
Seus sábios avós doutrinados pelo tempo

Relações com vento fresco da manhã
atritos de lábios que não se conhecem
Separados pela dúvida de não saber

Largar a mochila nas costas
Agarrar um cantil de beijos
escondidos pela saudade

Assombros encontros
ao luar cinza entre nuvens cumplices
leito de rosas frívolas

Juras de enternidades vazias
sobre telas esdrúxulas
Manchadas por suas dores

Assim como vento
Subto e acolhedor
Partido com o tempo

O tempo nosso maior rancor!