Tarde de Outono em um pequeno vilareijo ao sul da Inglaterra. Os raios laranjas batendo refletidos de um espelho na parede conntra a janela. Passaros voando ao seus ninhos, perdidos em meio a gritos de mulheres e crianças. Medo, pavor, terror? Não, felicidade com espanto.
Acordada perante ao caos que adentrava as barreiras das paredes e portas de sua casa, Janete se levanta e vai ver o que estava acontecendo. Um susto! Em torno de 10 mulheres insaguentadas amarradas a seus filhos, com facas na mão e pulsos cortados:
- Nós te amamos!! Nós te amamos!! - gritavam aquelas jovens senhoras em direção a sua sacada.
A pobre moça, orfã de pai e mãe ao nascer, fica atordoada não entende o que havia ocorrido com aquelas pobres cortesãs, e desce correndo as escadas com seu vestido branco, manchado pela dor e sofrimento que passara em apenas 20 anos de idade.
Quando finalmente abre as portas de sua casa, é surpreendida com uma flecha em seu coração. Tudo se apaga.
Setembro de 2008, começo da primavera. Flores, passaros, o anoitecer. Rubi volta para casa depois de um longo dia de trabalho em uma padaria ha cinco quadras de sua casa. Seria como sempre e com um olhar misterioso, sempre mantém cautela ao atravessar as ruas.
A jovem de passado obscuro, e semblante sereno, odeia tecnologia, e se dependesse dela, não teria vida social. Muitos tentam descobrir sua história, por que vive tão sozinha e não tem família, mas a anti-social menina na flor da idade, como as flores que cultiva no fundo de sua cozinha, não revela a ninguém.
Certo manhã, esperando o sinal fehcar para atravessar a rua com segurança, um ciclista perde o equilibrio e a derruba, fazendo bater a cabeça no meio fio da calçada.
Ambulancia e muita gritaria, Rubi não entende o que acontece:
- Ela vão morrer, eu tenho que ajudar. - Dizia bem baixinho.
O rapaz, com seus 22 anos, com sua mochila nas costas, extremamente preocupado com sua carreira, pensando no que pode prejudicar em seu futuro tal acidente, acompanha a moça desacordada dentro da ambulancia até o hospital:
- É sua amiga? - pergunta um dos homens do resgaste.
- Não, minha namorada - Reponde o universitário atordoado.
No quarto da enfermaria, Rubi acorda, a principio tudo azul e cinza. Ao lado de sua cama, uma rosa branca com um cartao.

... (continua)