Desrimas íntimas

Estava eu, revirando versos extintos
Meu espelho não reflete mais o mesmo sorriso
O vigor da pele não é a mesma,
Caminhos da vida que percorrem meu pescoço

Sonhos perdidos, amores desencontrados
Amigos?! Muitos da vida, poucos até a morte?

E a morte? Será minha, será sua?!
Beijos roubados, palavras malditas...
Ou serias ações mal ditas?

Queria um beijo.
Queria, não o quero mais
Sabor de amargura com terror

Sonho com o dia em
Poder reler versos antigos
Aqueles escritos
no caminho em branco

Que podia ter sido,
Senão fosse tão duro
Abandonar um desejo
Incontrolável de viver